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Fimose

O termo fimose tem origem grega – phimosis – e é definido como a incapacidade de retração do prepúcio sobre a glande, impossibilitando sua exposição, seja por estenose do meato prepucial ou por aderências da glande ao prepúcio.

Em neonatos e ao longo dos primeiros anos de vida, a glande e o prepúcio não estão completamente separados. Essa adesão natural caracteriza a fimose fisiológica, que na maioria das vezes não necessita de tratamento, tendo em vista que as camadas epiteliais do prepúcio e da glande se desagregam espontaneamente após a formação de pérolas queratinizadas (cistos de retenção de esmegma). 

Aos 3 anos de idade, 90% dos prepúcios conseguem ser retraídos e menos de 1% dos homens persistem com fimose aos 17 anos. Fimose patológica ou verdadeira ocorre quando há permanência das aderências bálano-prepuciais e é possível observar um anel fibroso em torno do orifício prepucial - decorrente de um processo cicatricial – que impede a retração.

O tratamento clínico, baseado no uso de corticosteróides tópicos, não oferece nenhum risco aos pacientes e não há nenhum efeito colateral ou sistêmico significativo. Porém, é de extrema importância a realização da massagem prepucial, pois não há eficácia no tratamento sem ela.

Outro fator é a idade. Após a entrada na puberdade o tratamento tópico não funciona mais. Fora o tratamento clínico, a opção cirúrgica é a postectomia. A cirurgia pode ser indicada em qualquer idade, dependendo das condições clínicas de cada paciente.